quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O Juridiquês e o debate democrático!

Seja bem-vindo, internauta!

Esta é a primeira postagem deste blog, e a nossa intenção é promover com vocês um debate sobre algumas questões jurídicas polêmicas com que nos deparamos diariamente. O formato será o seguinte: regularmente serão postados problemas do cotidiano onde se demonstre a necessidade de uma harmonização entre princípios jurídicos, e o debate ficará aberto a todos.

Debater é afirmar-se para o mundo. Em uma esfera pública pluralista, a constante troca de idéias é o único mecanismo capaz de promover a cidadania sob bases justas. Quem não é capaz de comunicar suas ideias e valores dificilmente consegue se fazer respeitado. Contudo nem sempre todos conseguem transpor as barreiras da linguagem, comunicando com exatidão suas necessidades. O próprio linguajar técnico dos juristas acaba sendo um obstáculo para que os leigos consigam raciocinar sobre os conceitos, transformando-os em clichês que só fazem sentido para quem os usa no dia-a-dia, sem maiores revisões. Por outro lado, como em qualquer campo de conhecimento, no direito também há a necessidade prática de se forjarem conceitos-chave para abreviar ideais já consolidadas pelo tempo. Por trás destes conceitos pré-formados, muitas vezes oculta-se um intenso debate entre concepções antagônicas sobre o que é direito. Levando-se em conta as necessidades práticas dos advogados em estabelecer padrões, mas também da importância de uma constante releitura dos sinais que a realidade concreta emite para a interpretação das normas, até que ponto o uso de jargões atrapalha o debate democrático? Restringir o debate apenas aos que dominam a linguagem pode ser considerado um problema para a democracia?